segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Balanço da Nascar 2009


Apesar de se repetir pelo quarto ano consecutivo o seu campeão, a Nascar teve um ano produtivo e movimentado. Polêmicas, mudança de regras, decepções e consagrações marcaram a temporada. Tentei aqui fazer um balanço de acordo com o que acompanhei:

Consagração I: Hendrick Motorsports. Esta equipe conseguiu ter os três primeiros colocados do campeonato. Além disso, o time de Tony Stewart tem assessoria técnica do time. Na prática, foram ao todo cinco dentre os 12 pilotos no Chase. Foi barbada apostar qual equipe seria vencedora.

Consagração II: Chevrolet. Deu um banho nas outras montadoras. Além de fornecer os motores da Hendrick, viu Juan Pablo Montoya melhorar seu rendimento substancialmente nesta temporada. Mesmo com a evolução do estilo de pilotagem do colombiano na categoria, falou alto também a adesão aos motores da GM.

Consagração III: Jimmie Johnson e Chad Knaus. Praticamente uma dupla perfeita. Apesar de algumas vezes os mecânicos cometerem erros graves nos pits, o acerto dos carros eram praticamente perfeito. Isso aliado à competência de JJ fez dele o primeiro tetracampeão seguido da história da Nascar.

Meio termo I: Kyle Busch. Muitos acham que foi um ano ruim pra ele. Mas acredito que não foi bem assim. Sua equipe na Sprint Cup bateu cabeça, ele perdeu a paciência algumas vezes, mas com um saldo de 20 vitórias no ano nas três categorias que competiu e o título da Nationwide consolou o Buschinho. Mas o mais importante de tudo foi o aprendizado que ficou de 2009. Ano que vem teremos briga boa!

Meio termo II: Nascar. Jogada de mestre ao modificar a regra das relargadas. As corridas ficaram muito mais emocionantes. Mas pisou feio na bola com as medidas de “segurança” equivocadas em Talladega e algumas punições e “vistas grossas” a pilotos que batiam propositalmente em seus colegas.

Decepção I: Carl Edwards. Quando se esperava algo a mais do vice campeão de 2008 eis que ele tem um ano completamente apático. Não incomodou Kyle Busch na Nationwide Series e fez uma temporada burocrática na Sprint Cup. Classificou-se para o Chase mas não conseguiu uma vitória sequer na principal divisão.

Decepção II: Ford. Principalmente para a equipe de Jack Roush. Carl Edwards pode dar a desculpa da equipe, mas os outros pilotos da equipe deixaram muito a desejar. Coincidência? Não mesmo. Ficaram muito atrás dos Chevrolet e provavelmente atrás até dos Dodges.

Decepção III: Equipe Richard Childress. O que fizeram Clint Bowyer, Kevin Harvick, Jeff Burton e Casey Mears? Imperdoável, pois eles contaram com motores Chevrolet, já exaltado por este blogueiro.

Decepção IV: Dale Earnhardt Jr. Mesmo pertencendo a melhor equipe, com o melhor motor e com a maior popularidade, ele não conseguiu nem dar esperanças aos seus inúmeros torcedores. Na metade final do campeonato trocou seu chefe dos mecânicos, que pouco trouxe influência.

Surpresa: Os estrangeiros. Principalmente Juan Pablo Montoya deu um passo adiante na sua carreira na Nascar. Graças à sua paciência em aprender a ser mais constante nas corridas ao invés de ir para o tudo ou nada. Contou com um ótimo carro e chegou pela primeira vez ao Chase. Dentre os pilotos que não venceram nenhuma etapa este ano, Montoya foi o melhor. Outra surpresa foi o australiano Marcos Ambrose. Ele não chegou aos playoffs, mas deu trabalho a muita gente boa e mostrou grata evolução na categoria. Promete brigar com mais afinco para ir às finais em 2010.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Jimmie Johnson faz história e garante quarto título seguido da Nascar

A quinta colocação do piloto número 48 garantiu seu quarto êxito seguido na principal divisão da Nascar. Jimmie Johnson entra para a história como o único a conseguir quatro títulos de maneira consecutiva. Antes, ele estava junto com Cale Yarborough, que também tinha três campeonatos seguidos, de 1976 a 1978. Mais satisfeito que JJ e seu mecânico-chefe Chad Knaus está o dono da equipe, Rick Hendrick, que garantiu as três primeiras colocações na tablela – Mark Martin em segundo e Jeff Gordon em terceiro. Outro dado importante é o hexa-vice de Mark Martin. Ele chega a este “feito” aos 50 anos de idade. Muitos acham que é grande mérito outros acham que não é bem assim. Enfim, são seis vices.

Johnson tem como grande mérito seu entrosamento com Chad Knaus. Ninguém da Nascar hoje consegue acertar um carro como o mecânico citado. Quando se tem um ótimo carro nas mãos com um ótimo piloto, o resultado não poderia ser diferente. Apesar de não ter um grande marketing por trás e raro carisma, Johnson é extremamente eficiente naquilo que faz. E o que ele sabe fazer hoje em dia é história.

Vale lembrar que quem venceu a corrida em Miami foi Denny Hamlim, pela quarta vez na temporada.

Outra notícia relevante no mundo da Nascar foi o primeiro título de Kyle Busch na Nationwide Series, no sábado na mesma pista. Com grande estilo, o piloto 18 venceu a prova mesmo sem ser necessário para a conquista. A grande pergunta é se este foi bom, médio ou ruim para ele. Conseguiu um título, acumulou 20 vitórias nas três categorias que compete, mas não conseguiu se classificar para o Chase. Cada um que tire sua conclusão, mas acredito que este 2009 foi um ano de aprendizado para o Buschinho e que ele deverá colher bons frutos no próximo ano.


Abaixo, as últimas voltas da corrida de Homestead, Miami:


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Jimmie Johnson vence novamente e campeonato praticamente tem seu campeão

Jimmie Johnson deu mais um grande passo para seu quarto campeonato consecutivo na Sprint Cup. Ontem ele venceu a etapa de Phoenix, no Arizona. JJ dominou a prova, seu maior perseguidor, Mark Martin terminou a corrida em 4º lugar. A diferença entre os dois agora é de 108 pontos, tendo somente a etapa de Homestead, em Miami na próxima semana.



Desde o começo da prova ficou claro que o imponderável – como o ocorrido no Texas – não iria se repetir ontem. O piloto 48 já largou nas primeiras posições e não demorou muito para assumir a ponta. Seu carro logo abria boa vantagem sobre o segundo colocado quando a corrida voltava a ter bandeira verde. Como não houve tantas bandeiras amarelas, Johnson passeou em Phoenix. Sua equipe até se deu ao luxo de não ser tão eficiente nos pits, tendo os tempos de parada não tão bons quanto os de seus concorrentes.



Agora para perder o campeonato, Mark Martin tem que vencer em Miami e contar com, no mínimo, um 27º de Jimmie Johnson. Isso além do piloto veterano conseguir liderar o maior número de voltas, conseguindo mais cinco pontos extras.



Abaixo as últimas voltas da prova de Phoenix:


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vitória de Kurt Busch dá nova vida ao campeonato

Neste domingo, no Texas foi realizada a antepenúltima etapa da Sprint Cup, com a vitória do piloto da Penske, Kurt Busch.

Mas a grande novidade é a volta da emoção ao final desta temporada, já que Jimmie Johnson se envolveu num acidente no início da prova e ficou na longínqua 38ª posição. Com a quarta colocação de Mark Martin, a diferença entre líder e segundo colocado se reduziu a apenas 77 pontos. Faltando apenas duas corridas (Phoenix e Miami), esta é uma diferença possível de ser retirada.

Resta saber agora qual será a postura dos dois pilotos e de seus times, já que são da mesma equipe, Hendrick Motorsport. Seu dono não gostaria de vê-los se arriscando e se envolvendo em acidentes, fazendo com que pilotos de outras equipes ganhem vida no final do Chase.



Falando em momentos decisivos, enquanto isso na Nationwide Series (a segunda categoria em importância da Nascar), Kyle Busch praticamente garantiu seu título neste sábado. Ele venceu a prova que também se realizou no Texas e contou com a 9ª posição de Carl Edwards. A diferença entre os dois agora é de 272 pontos. Na Nationwide não tem Playoffs, então parece que o irmão mais novo da família Busch vai levar essa.



Veja as últimas voltas da corrida do Texas pela Sprint Cup com a vitória do piloto nº 2:

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Jamie McMurray vence numa das piores corridas da temporada

Talladega sempre seduziu os amantes da Nascar pelo seu aspecto desafiador, surpreendente e emocionante de um superoval. Como em Daytona, o fato de se poder aproveitar o vácuo do piloto da frente faz com que não se crie favoritos. Além do fato de se ter a restrição de ar no carburador, fazendo que o desempenho de todos os carros sejam muito parecidos.

Mas nesse fim de semana a Nascar pisou na bola.

Faltando duas horas para o início da prova a direção da categoria decidiu que seria proibido encostar no adversário e se aproveitar de seu vácuo nas curvas. Essa manobra só seria possível nas retas.

Essa mudança de última hora, com o pretexto de melhorar a segurança dos pilotos, fez com que uma das corridas mais esperadas do ano ficasse extremamente monótona. Com medo de levarem uma bandeira preta todos os pilotos não foram ousados. Pior, mesmo com essa atitude equivocada, a corrida teve sua dose de dramaticidade com o espetacular acidente de Ryan Newman perto do fim. Seu carro capotou várias vezes na grande reta, caindo de cabeça para baixo. Os trabalhadores do circuito tiveram que serrar o automóvel para poder tirar Newman de dentro dele.

Falando da corrida, Jamie McMurray venceu mas podemos dizer que Jimmie Johnson é um homem de muita sorte. Na prova que ele poderia ter seu número de pontos reduzidos substancialmente, ele acabou a corrida no sexto lugar. Johnson ficou na "moita" durante toda a prova só indo para o pelotão da frente nas voltas finais. Um "big one" aconteceu bem atrás dele, não só o livrando mas também afetando seus principais concorrentes do campeonato, como Mark Martin.

Agora, JJ tem 184 pontos de vantagem sobre Martin e 192 para Jeff Gordon. Faltando 3 provas apenas, o piloto 48 pode comemorar.

Veja as voltas finais da prova de Talladega, valendo pelo Chase da Sprint Cup, que só poderia mesmo terminar com bandeira amarela: