Este mês de junho termina com o alívio para a cabeça do técnico da seleção brasileira, Dunga. Duas vitórias pelas Eliminatórias Sulamericanas e o título da Copa das Confederações. Parece que ele passa sua melhor fase desde que assumiu o comando do cargo.
Mas nem tudo é (e nem pode) ser só festa. Vimos o filme da Copa das Confederações de 2005, quando passamos por cima de maneira incontestável do principal rival, a Argentina. Todos achávamos que estava tudo perfeito e pouco antes e durante a Copa da Alemanha tudo andou para trás. Desclassificados com todos os "méritos" após a aclamação antecipada. Como dizem, quem morre na véspera é somonete o peru.
Algumas pulgas ainda rondam minha orelha com algumas questões. O mais grave é o da lateral esquerda. É inadimissível que a principal seleção do mundo seja obrigada a improvisar jogadores para uma determinada posição. Por mais que Maicon e Daniel Alves passam por um grande momento, há de se ter um jogador do mesmo nível do outro lado do campo. Fico curioso obre o desempenho de Fábio Aurélio que teve uma excelente temporada 2008/09 pelo Liverpool. Ficou evidente que Kléber e André Santos não passam a mínima confiança. Temos um ano para chegarmos lá e decidir o que fazer com o flanco canhoto.
Algumas outras pulguinhas também não dão sossego à minha orelha. É evidente que temos muitos problemas com seleções que não saem para cima do Brasil. O setor criativo fica travado e dependentes de jogadas individuais e bolas paradas. Outra questão é a cabeça de área. Gilberto Silva e/ou Felipe Melo me dão sempre a sensação que a qualquer hora podem entregar o ouro ao inimigo. Espero que seja só impressão minha.
Estamos vivendo uma ocasião muito parecida com a da Copa anterior. Muitos erros foram cometidos nela. Fica a cargo da CBF corrigí-los e evitarmos o "oba-oba" do período de treinamento na Suiça e da falta de seriedade dos jogadores.
O tempo dirá.