domingo, 26 de abril de 2009

Novato, Brad Kaselowski vence em Talladega em final espetacular

Só mesmo a Nascar para oferecer ao seu público corridas tão emocionantes e surpreendentes. No circuito preferido de muitas pessoas, inclusive deste blogueiro, Talladega teve o final mais emocionante do ano até agora. Em seu primeiro ano na principal categoria da Nascar, Brad Kaselowski ganhou num incrível sprint final, sabendo "fechar a porta" e proporcionando uma cena assustadoramente incrível com a capotagem do piloto Carl Edwards.

A corrida não fugiu das características normais de uma corrida num superoval, com várias mudanças na liderança e os tradicionais "trenzinhos", aproveitando a força que o vácuo proporciona num circuito desses.

De novidade mesmo foi um "big one" - nome dado pelos americanos aos grandes acidentes envolvendo vários carros - logo no início da prova. De cara, o líder Jeff Gordon teve sua corrida comprometida, se envolvendo no mar de carros. Só alí foram 14 os envolvidos. Alguns como Mark Martin, vencedor em Phoenix na semana passada, nem conseguiram voltar à pista.

Quem liderou o maior número de voltas foi Kyle Busch, que acabou sendo tirado da corrida faltando 17 voltas para o fim, quando Jeff Burton o tocou no seu parachoque traseiro e fez com que o piloto 18 perdesse o controle de sua máquina.

Com a derrocada de Jeff Gordon no início de Talladega, Kurt Busch, irmão de Kyle Busch, assumiu a ponta do campeonato, cinco pontos a frente do antigo líder.

Veja o espetacular acidente na chegada de Talladega que deu a vitória a Kaselowski:

terça-feira, 21 de abril de 2009

Equipe de vôlei de Osasco ganha como prêmio o seu fim após o vice-campeonato da Superliga


Ainda não foi divulgada de maneira oficial, mas já é dado como certo o fim da categoria adulta do vôlei feminino de Osasco. Vale lembrar que o patrocinador da equipe é o banco Finasa, pertencente ao grupo Bradesco.


As justificativas me parecem pequenas para essa iniciativa. O banco alega pouca exposição e falta de organização da Superliga. As categorias de base vão se manter.


Os motivos até podem ser válidos, mas já que eles existem, a empresa que gere o vôlei de Osasco deveria se juntar aos outros grandes patrocinadores e pressionar quem organiza a Superliga e mudar essa situação. Se todos se curvarem à televisão, teremos os mesmos problemas que atingem o futebol tupiniquim, quando se fala na dependência da TV. O que é mais lamentável de tudo isso é ver campeãs olimpicas desempregadas com grandes chances de voltarem a atuar em times da Europa.


A organização do vôlei, que é cantada até hoje como exemplo de administração esportiva no Brasil, dá mostras que não é tão diferente quanto a de outros esportes. A própria Superliga foi um exemplo disso.


Resta agora ver o que acontecerá nas próximas semanas com o destino das jogadoras e de outros times do Brasil num esporte, repito, vencedor de medalha de ouro olímpica.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Qualidade e competitividade fazem da Uefa Champions League o melhor campeonato de clubes do mundo, disparadamente


Quando se fala que a Uefa Champions League é o melhor campeonato de clubes do mundo, muitos brasileiros torcem o nariz. É como se desprezássemos o nosso produto interno ou a Taça Libertadores da América.


Não há como comparar. Ainda mais depois desta última rodada que definiu os semi-finalistas da competição da temporada atual. O que fizeram ontem Chelsea e Liverpool foi de encher os olhos de quem gosta de futebol. Mesmo com alguns erros das defesas, foi uma partida de alto nível técnico e de um futebol corajoso. Hoje em dia raramente se vê tamanha ousadia por aqui. Pensa-se primeiro em não tomar o gol para depois pensar em fazer um. E estamos falando de dois países que até pouco tempo atrás tinham situações totalmente opostas.


Os técnicos daqui dizem que o futebol moderno se joga assim. Acredito...


Não se trata da qualidade da mão-de-obra, obviamente os melhores jogadores estão lá, mas sim da postura corajosa de técnicos e jogadores que são o diferencial. Também não vou falar aqui que todos os times grandes da Europa jogam assim. Basta ver o Milan que tem grandes nomes, e alguns indiscutíveis até, e joga numa retranca imposta pelo seu treinador há anos.


Para quem gosta de um bom futebol competitivo e corajoso, graças a Deus ainda temos a Champions League.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Veja a diferença de pontuação das principais categorias do automobilismo mundial




Como prometido há alguns posts, acima está um quadro comparativo com o sistema de pontuação da Fórmula 1, Fórmula Indy e Nascar.


Alguns detalhes são importantes salientar. Enquanto que a Fómula 1 distribui pontos somente até o oitavo colocado, a Indy dá até o 33º. A Nascar faz questão de dar pontos para todos que largam.


Outro aspecto importante é que a Indy dá 1 ponto de bônus para quem fez a pole-position e 2 pontos para quem liderou o maior número de voltas. Na Nascar, recebe 5 pontos quem liderou ao menos uma volta e mais cinco pontos quem liderou lo maior número de voltas dentro da corrida. Já a Fórmula 1 não distribui pontos adicionais. O que ao meu ver é um erro grave.
Clique na imagem para vê-la maior.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Finais do Rio e São Paulo satisfazem dirigentes e televisão


Com as semi-finais da Taça Rio e do Capeonato Paulista definidas ontem, se abriu um largo sorriso nos rostos dos cartolas das duas federações e da cúpula das emissoras detentoras dos direitos de TV.


Como seria se virar com algum time "intruso" dentre os principais no momento mais importante dos principais campeonatos regionais? Com toda certeza a renda e audiência não seriam as mesmas. Mas foi justa a classificação dos oito times mais populares do eixo Rio-São Paulo?


Tudo bem que o futebol não é feito de justiças, principalmente dentro de campo, mas uma das equipes que apresentou um futebol bom de se ver está fora do Paulistão: a Portuguesa. Seu planejamento contraria todas as regras do bom senso de uma equipe, mas ganhando ou perdendo, seus jogos eram gostosos de acompanhar, jogando um futebol franco. Mas por um critério de desempate ela está fora.


Fica para o clube da zona norte a esperança de fazer um bom papel na série B deste ano e voltar à primeira divisão do Brasileiro.

Jeff Gordon vence depois de 2 anos de seca

Depois de dois anos, o piloto da Hendrick Motorsport, Jeff Gordon, ganha uma prova oficial da Sprint Cup, principal categoria da Nascar. Com a vitória, o piloto número 24 aumenta a vantagem sobre o segundo colocado, que agora é o atual tricampeão Jimmie Johnson, com 162 pontos de diferença.

O importante a destacar desta prova e de todo o início da temporada é o domínio da equipe de Gordon e Johnson com seus carros da Chevrolet. A montadora americana é a que mais sofre dentre aquelas que fazem parte da categoria. Na prova de ontem, dos dez primeiros, seis são da marca.

Abaixo está a classificação geral dos doze primeiros que estariam no Chase deste ano:


Jeff Gordon 1154 Líder
Jimmie Johnson 992 -162
Kurt Busch 974 -180
Clint Bowyer 967 -187
Tony Stewart 963 -191
Denny Hamlin 938 -216
Kyle Busch 914 -240
Carl Edwards 889 -265
Matt Kenseth 864 -290
Kasey Kahne 851 -303
David Reutimann 845 -309
Jeff Burton 835 -319

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mesmo com placar elástico, seleção joga para o gasto e não empolga


Talvez em 90% das vezes em que um time impõe uma "goleada mínima" de 3 a 0, a equipe vencedora e sua torcida saem satisfeitas do estádio. Mas quando o assunto é seleção brasileira, o papo muda e vai para os 10% restantes.


Enfrentar o lanterna de um grupo como este das eliminatórias sulamericanas deveria ser sinônimo de além da goleada, show. Talvez até não nos empolgaríamos tanto, pela ciência do poderio do adversário, mas nesses casos, essa é a obrigação de uma seleção cinco vezes campeã do mundo e que traz na sua história momentos gloriosos de tanta beleza ao esporte.


E isso não pode mudar. Por mais que o futebol se modifique e mais pragmático fique.


As entrevistas após os jogos do Brasil têm sido uma luta de cada componente da seleção em tentar se livrar deste "destino". Os discursos vão pela estrada do futebol de resultado e todos se incomodam quando são indagados a respeito de um futebol mais vistoso.


Resta saber agora até quando e quantos de nós da imprensa também ainda faremos questão de exigir um futebol "a brasileira" da seleção ... brasileira.
E eu ainda não consigo enxergar uma cara, uma identidade do time de Dunga. Veremos na próxima rodada.